HIPOTIROIDISMO - Quando o médico diz "você está com hipotiroidismo" significa que você apresenta sintomas comuns, compatíveis com baixa função da glândula tiróide, ou seja, sua tiróide está produzindo pouco hormônio. Felizmente, o tratamento é eficaz e sem dor.
MILHÕES DE PESSOAS SÃO ACOMETIDAS - O hipotiroidismo é muito comum. Muitas pessoas tem e não sabem. Pesquisas revelam que cerca de 5 milhões de brasileiros têm hipotiroidismo, a grande maioria diagnosticada. Um grande número de pessoas apresenta sintomas vagos de cansaço e desânimo, atribuindo-os, de forma errônea, como sendo próprios da idade. O hipotiroidismo pode ser encontrado em homens e mulheres. Sua incidência aumenta com a idade, sendo quatro vezes mais frequente nas mulheres, principalmente após os 50 anos de idade.
QUEM TEM MAIS CHANCES DE APRESENTAR OU DESENVOLVER HIPOTIROIDISMO?
Mulheres, especialmente após os 40 anos;
Homens acima dos 65 anos
Mulheres em período pós parto (6 meses após o parto)
Pessoas com colesterol elevado
Pessoas que já tiveram doenças da tiróide anteriormente
Pessoas que estiveram em tratamento de radioterapia e quimioterapia de cabeça e pescoço
Pessoas com depressão e/ou doenças do pânico, etc.
QUAL A CAUSA DO HIPOTIROIDISMO?
Pode ter diversas causas. A mais comum decorre da doença de Hashimoto. Esta doença aparece quando o organismo, por razões desconhecidas, não reconhece a tireóide como parte do próprio corpo e o sistema imune prejudica o seu funcionamento. A tireóide assim alterada, produz menos hormônios; o hipotiroidismo também aparece em pessoas submetidas a cirurgia da tiróide ou que se trataram de hipertiroidismo como iodo radioativo ou radioterapia. Algumas crianças nascem com hipotiroidismo por falta da glândula tiroide ou por mau funcionamento. Estas crianças devem ser tratadas imediatamente e por toda a vida, para que elas possam se desenvolver normalmente.
SINAS E SINTOMAS:
Cansaço, depressão, pele ressecada, cabelos ásperos, unhas quebradiças, constipação intestinal (prisão de ventre), anemia, perda de apetite, fadiga, aumento de peso, períodos de menstruação irregular ou ausente, tornozelos e rosto inchados, colesterol elevado e às vezes pressão baixa, afetando pela sua carência de diferentes maneiras as pessoas.
DIAGNÓSTICO:
Um simples exame de sangue comprova o diagnóstico. No passado, o hipotiroidismo era em geral diagnosticado em estados avançados, hoje a sensibilidade dos testes permite diagnóstico em fase muito precoce. Um desses exames a dosagem do TSH (Hormônio Estimulador da Tiroide), mede a quantidade desse hormônio circulante e informa como está funcionando a tiroide.
TRATAMENTO CORRETO GARANTE BOA SAÚDE
É indispensável tratar o hipotiroidismo pois a falta pode ocasionar sérios danos à saúde, os riscos da falta de tratamento diferem de pessoa para pessoa. Nos recém nascidos, o tratamento imediato é crucial para prevenir retardo mental, atraso de crescimento, deformações fisicas e outras anormalidades. Esta é a razão pela qual todos recém nascidos devem ser submetidos ao "teste do pézinho".
Crianças e adolescentes com hipotiroidismo podem ter desenvolvimento mental e físico seriamente comprometidos se não forem prontamente tratados. Nos adultos as consequências do não tratamento podem provocar considerável desconforto ou incapacidade. Se for acentuado, o não tratamento pode resultar em doença mental e cardíaca ou levar a danos ainda mais sérios.
A reposição hormonal é o tratamento de escolha e visa repor o hormônio que a tiroide não consegue produzir, O hromônio sintético da tiróide usado no tratamento é chamado levotiroxina sódica.
DURAÇÃO DO TRATAMENTO E PRECISÃO DA DOSE
A levotiroxina funciona no organismo exatamente como o hormônio natural da tiróide sendo indispensável o uso diário do mesmo afim de se alcançar tal objetivo. Para a maioria dos pacientes o tratamento é por toda vida uma vez que a doença é crônica e a dose necessária de levotiroxina deve ser ajustada pelo seu médico de acordo com a evolução, sendo que os sintomas e sinais gradativamente vão desaparecendo assim que se inicia o tratamento. Ainda que os sintomas tenham melhorado, jamais deixe de utilizar o medicamento sem orientação médica, e no caso de abandono ou insuficiência de tratamento os sintomas poderão retornar gradativamente.
Fonte: Dr. Daniel Raicher - Endocrinologista
A isoflavona da soja e a menopausa
A menopausa é um evento natural, que toda mulher, após certa idade, experimentará.Tem como característica principal a parada das menstruações e o aparecimento dos sintomas vasomotores, como os fogachos por diminuição da produção de hormônios femininos pelos ovários.
O que são os fogachos da menopausa?
Fogachos ou ondas de calor são definidos como uma sensação súbita e breve de calor, que se espalha pela região do tórax, do pescoço e da face, de intensidade e freqüência variáveis. Pode acontecer após palpitação, sensação de pressão na cabeça e ansiedade. São acompanhados, por vezes, de suores e sensação de frio. As ondas de calor podem interferir no bem-estar e na qualidade de vida das mulheres na menopausa.
A isoflavona da soja ajuda a combatê-los?
A maioria das observações sobre a isoflavona da soja nas ondas de calor é baseada em estudos realizados em regiões de alto consumo, como o Japão e a China. Menos de 25% das mulheres japonesas e 18% das chinesas apresentam ondas de calor, comparadas a 85% das americanas e 75% das européias (que consomem pouca soja), atribuindo-se, em parte, essas diferenças à dieta.
O que é a isoflavona da soja?
A isoflavona é um composto da soja, também chamado de fitoestrogênio, que parece atuar na prevenção de doenças crônico-degenerativas, como o câncer de mama, de colo de útero e de próstata. Sua estrutura química é semelhante ao estrógeno (hormônio feminino) e, por isso, é uma substância capaz de aliviar os efeitos da menopausa.
Como a isoflavona da soja age?
A estrutura química das isoflavonas é similar ao estrogênio ovariano. São conhecidas, portanto, como fitohormônios ou fitoestrogênios. Pela semelhança com o estrogênio natural, a isoflavona da soja pode diminuir a intensidade e a freqüência das ondas de calor em aproximadamente 50% a 60% das mulheres na menopausa.
Quando ela pode ser utilizada?
A isoflavona da soja constitui-se uma alternativa para a mulher com sintomas da menopausa, como ondas de calor e suores noturnos leves a moderados. Seu uso não altera o peso corporal ou a pressão arterial. Não se observam efeitos sobre a mama ou o útero, não provocando sangramentos.
Quais os cuidados em relação à utilização de isoflavona da soja?
A isoflavona da soja apresenta boa tolerabilidade, com poucos efeitos adversos. Entretanto, deve ser evitada por mulheres que apresentam contra-indicações ao uso de hormônios, por tratar-se de um fitohormônio. É importante também conhecer a procedência do produto, que deve apresentar aprovação pela ANVISA, para que as quantidades de isoflavona da soja ingeridas sejam adequadas e controladas. Esses fatos se correlacionam com a efetividade da resposta ao tratamento das ondas de calor.
Existe uma dosagem diária recomendada?
Os efeitos clínicos variam de paciente para paciente, mesmo quando controlada a quantidade de isoflavona administrada, sendo difícil estabelecer a dose ideal. Recomenda-se de 50mg a 100mg de isoflavona da soja, uma a duas vezes ao dia. Todavia, com comprimidos com 125mg de extrato seco de Glycine max (L.) Merr. 40%, que equivalem à dose controlada de 50mg de isoflavona da soja, já se observa melhora sobre as ondas de calor.
Para saber mais sobre este assunto, fale com seu médico.
Fonte: Dra. Eliana Aguiar Petri Nahás
Professora do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Universidade Estadual Paulista (UNESP), Faculdade de Medicina de Botucatu - SP

Nenhum comentário:
Postar um comentário